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sábado, 6 de janeiro de 2018

Mais sobre instrumentos músicais.

Houve um momento em que computadores e instrumentos virtuais surgiram como opções para a produção musical e performances no palco. Por um período razoável, simulações de instrumentos musicais e efeitos, rodando em um desktop ou notebook, foram vistas com certo (e até total) ceticismo por uma série de profissionais da música. O tempo passou e as ferramentas baseadas no computador evoluíram e passaram a fazer parte da rotina dos músicos e produtores.  Uma nova revolução parece estar se aproximando e esta é ainda mais portátil e inusitada! E se seu Smartphone ou Tablet fosse capaz de atuar como uma poderosa e versátil ferramenta musical? Para os usuários de iPhones e iPads, isto já é uma realidade.
Talvez não seja novidade para você, mas é bom recordar alguns fatos. Em 2007, a Apple lançou o iPhone, um dispositivo com tela multitoque e poderes que iam muito além do que se esperava de um telefone. Pouco depois, a empresa liberou o desenvolvimento de aplicativos para programadores de todo o mundo. Não demorou para que os primeiros títulos musicais começassem a surgir. Tocar piano e guitarra na tela do aparelho foi uma das primeiras novidades. Porém, tudo ainda era experimental e tinha cara de brinquedo, ou jogo naquela época.
iPod Touch rodando um app controlador MIDI sem fio
Desenvolvedores de software enxergaram o potencial musical do iPhone para aplicações um pouco mais sérias e lançaram interessantes controladores para programas de produção musical, gravadores de áudio multipista e os primeiros sintetizadores. Mas o grande impulso da música em dispositivos móveis ocorreu mesmo em 2010, com o lançamento do iPad.
Se tocar ou controlar instrumentos na tela pequena do iPhone era algo problemático, o tablet da Apple poderia solucionar a questão e oferecer muitas outras possibilidades de interface para aplicativos musicais. Os primeiros que se beneficiaram da versatilidade do iPad para a música foram os DJs. O aplicativo TouchOSC permitiu criar qualquer tipo de superfície de controle na tela do tablet para comandar todos os parâmetros desejados de um DAW (Digital Audio Workstation), como o Ableton Live, ou Traktor. A ideia funcionava com o iPad conectado a um computador, por meio de uma rede sem fio, e o envio de mensagens OSC (open sound protocol), depois convertidas em MIDI para controlar os softwares.
Korg desenvolve versão para iOS do sintetizador analógico MS20
Aplicativos com ideias variadas não paravam de aparecer. Porém, um fato novo mudou o status da música nos dispositivos iOS (sistema operacional de iPads e iPhones): a KORG, que já vinha em uma tendência de miniaturização de seus instrumentos e lançamento de equipamentos musicais bastante portáteis, apresentou os aplicativos iELECTRIBE (reprodução fiel da Drum Machine ELECTRIBE) e iMS-20 (a versão para iOS do clássico sintetizador analógico MS20, com extras) para o iPad. Uma das maiores empresas de equipamentos musicais do mundo começava a lançar instrumentos para o tablet.
iRig e app Amplitube para iPhone
A IK Multimedia e a Line 6 também ajudaram a chamar a atenção para o potencial musical desses dispositivos com os lançamentos do iRig (adaptador que permite ligar a Guitarra ao iPhone/iPad) e da interface MIDI Mobilizer, a primeira a oferecer condições de enviar e receber mensagens MIDI com apps para o iOS e equipamentos externos.
MorphWiz
Outro entusiasta de peso é Jordan Rudess, tecladista da banda Dream Theater e que atualmente tem uma empresa de desenvolvimento de apps musicais para iPad e iPhone. Rudess emplacou um grande sucesso de vendas, com o lançamento de seu app MorphWiz. Além disso, participou ativamente na divulgação e aprimoramento de diversos outros títulos.
Um breve exemplos de apps musicais com Jordan Rudess:

Outro divisor de águas? A própria Apple decidiu lançar uma nova versão do iOS com compatibilidade MIDI nativa. iPhones, iPods Touch e iPads passaram a ser capazes de se comunicar com instrumentos virtuais e DAWs, rodando em Macs e Windows, quase sem nenhuma necessidade de instalação de softwares adicionais, ou configurações, por meio de conexão sem fio. O iPad ganhou também uma possibilidade ainda mais interessante: usando o adaptador Camera Connection Kit, desenvolvido pela Apple para transferir fotos de cameras digitais para o iPad, usuários passaram a poder conectar interfaces de áudio e MIDI para interagir com os aplicativos do tablet, através da popular conexão USB.
Camera Connection Kit
No final de 2010, a banda Gorillaz anunciou o lançamento do álbum The Fall, produzido ao longo de uma turnê americana, utilizando o iPad como principal ferramenta de gravação e geração de timbres. Ao contrário do que muita gente noticiou, o trabalho não foi inteiramente gravado e produzido com o tablet. Sintetizadores convencionais e, até mesmo, instrumentos acústicos também fizeram parte do projeto.
GarageBand no iPad2
Agora em 2011, a Apple lançou o iPad 2, uma geração mais fina, mais leve e mais potente. No dia do lançamento, anunciou a versão para o tablet de um dos softwares musicais mais populares do mundo, o GarageBand. Veja um bom exemplo do GB para iPad em ação.

A NAMM de janeiro (confira aqui a cobertura do evento feita pelo Overdubbing) já anunciava que 2011 seria marcado pelo lançamento de acessórios musicais para o iPad. Empresas como a Alesis, Akai, Apogee, Yamaha e Digitech já estão com novidades bem profissionais chegando no mercado. Uma das mais aguardadas é o Alesis iO Dock, uma base para o iPad capaz de transformá-lo em uma poderosa ferramenta de produção musical, com diferentes entradas e saídas de áudio e MIDI. Do lado dos aplicativos, outra grande novidade: a Image Line acaba de liberar a versão móvel do FL Studio para iPad e iPhone.
Alesis iO Dock
Donos de iPads e iPhones já contam com apps para produção musical, instrumentos virtuais e controladores poderosos. Já recebi relatos de pessoas que compraram um ou mais iPads exclusivamente para a música. Já não é tão difícil encontrar artistas que estão usando o tablet em estúdios e no palco. Se você não gosta da Apple, ou simplesmente gostaria de ter outras opções, saiba que smartphones e tablets com o Android também poderão se tornar boas alternativas musicais, mas isto já é assunto para outro post.
Assim serão as minhas contribuições para o Overdubbing. Semanalmente escreverei posts exclusivos, analisando as novidades e possibilidades da música em dispositivos móveis para os músicos profissionais. Já trabalha com música no iOS? Será que seu notebook será substituído por um tablet no futuro? Acha que essas novidades não passam de modismo? Quer saber mais sobre o assunto? Mande seu comentário e vamos conversando por aqui!
Até a próxima semana, quando falarei sobre alguns dos melhores aplicativos musicais para o iOS.
Marcus Padrini é jornalista, músico e editor do blog MusicApps.com.br , especializado em Música Móvel

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Música eletrônica

 Música Eletrônica
veja também:


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   Música electrónica (português europeu) ou Música eletrônica (português brasileiro) (AO 1990: Música eletrónica/eletrônica) é toda música que é criada ou modificada através do uso de equipamentos e instrumentos electrónicos, tais como sintetizadores, gravadores digitais, computadores ou softwares de composição. Os softwares são desenvolvidos de forma a facilitar a criação.
  Por sua história passou de uma vertente da música erudita (fruto do trabalho de compositores visionários) a um elemento da música popular, primeiramente bastante relacionado ao rock e posteriormente discernindo-se como um gênero musical próprio (principalmente relacionado com a música popular nos sub-estilos considerados dançantes tais como o techno, acid, house, trance e drum 'n' bass, desenvolvidos a partir do auge da música disco no final da década de 1970). Actualmente existem várias ramificações do estilo, tanto eruditas como populares.
 Originalmente relutada por ter sua tecnologia evoluída muito mais rapidamente que sua estética, só passou a ter princípios e tradição após a Segunda Guerra Mundial, com o trabalho de franceses na música concreta e de alemães na Elektronische Musik.

Década de 1850 a 1940: os primeiros artistas e equipamentos



   A habilidade de gravar sons é absolutamente necessária para a produção de música eletrônica, e é certamente bastante útil. O primeiro precursor do fonógrafo foi inventado em 1857 quando Leon Scott gravou pela primeira vez impressões de som em cilindros revestidos em carbono. Duas décadas depois, em 1878 Thomas A. Edison patenteou o fonógrafo, que utilizava cilindros similarmente ao dispositivo de Scott. Apesar do mecanismo ter se mantido inalterado por um tempo, Emile Berliner desenvolveu o fonógrafo em disco em 1897.
 Data de 1897 o mais antigo instrumento musical electroacústico. Foi uma invenção de Thaddeus Cahill, conhecida como dinamofone ou telarmónio. A máquina consistia num dínamo eléctrico, associados a indutores electromagnéticos capaz de produzir diferentes frequências sonoras. Estes sinais eram comandados por um teclado e um painel de controlos e difundidos pela linha telefónica, cujos terminais estavam equipados com amplificadores acústicos, colocados em locais públicos. Veio a verificar-se que a emissão musical interferia com as chamadas telefónicas, o que era insustentável. O instrumento tinha a capacidade de sintetizar sons com os timbres desejados, por sobreposição de parciais harmónicos. O sistema que permitia este desempenho tornava a máquina extremamente complexa e de dimensões gigantescas. O compositor Ferrucio Busoni mostrou interesse pela invenção, potencialmente geradora de novos conceitos harmónicos, não tendo no entanto apoiado directamente o projecto. A tecnologia foi posteriormente usada para o desenvolvimento do órgão Hammond. Entre 1901 e 1910, Cahill desenvolveu três versões maiores e mais complexas que o original, a primeira pesando sete toneladas, e a última, acima de duzentas. Com a queda do interesse público, em 1912 a empresa de Cahill estava falida.

Novos equipamentos magnéticos











 


Darius Milhaud e Percy Grainger utilizaram a capacidade de gravação e reprodução em vinil para deformar sons gravados através da variação da velocidade de leitura. Hindemith interessou-se especialmente pela capacidade de reproduzir os sons dos instrumentos acústicos electronicamente, ideia que Varèse conseguiu contornar. Na década de 1930, os principais avanços foram nos sistemas de gravação. Depois de tentado um sistema de gravação óptica, revelou-se mais vantajosa a gravação em suporte magnético. O maior avanço ocorreu na Alemanha em 1935, com a invenção do magnetofone, que utilizava fitas plásticas impregnadas de partículas de ferro. A fita magnética não permitia no entanto a visualização por meio de gráficos do som, desvantagem que teve pouca importância. Até 1945, as principais linhas de desenvolvimento foram na concepção do som musical, no interesse pelos princípios da acústica, que permitiram o avanço no campo da música electrónica.

Década de 1980 a 2000: a música eletrônica para o grande público

  

 

 

 





   

Conectores MIDI em um aparelho eletrônico
  No final da década de 1970 e início da década de 1980 houve grande interesse na inovação em instrumentos de música eletrônica, amplamente pela substituição dos sintetizadores analógicos por versões digitais, além dos primeiros samplers. Na época os samplers eram, tal qual os primeiros sintetizadores, espaçosos e caros, mas em meados da década de 1980 foram desenvolvidos para tornarem-se mais disponíveis aos músicos.
  Similarmente aos samplers, a música eletrônica foi amplamente difundida a partir da década de 1980 através da popularização dos computadores pessoais. A partir de então era possível emular as funcionalidades de instrumentos musicais ou de sintetizadores através da criação, manipulação e apresentação virtual de som. Percebeu-se que diferentes equipamentos não conseguiam comunicar-se entre si devido à diferenças em suas tecnologias. Para solucionar o problema foi criado o MIDI, um protocolo de comunicação destinado a comunicação, controle e sincronização de informações de aúdio entre dispositivos como teclados, sintetizadores e processadores de som.
 Concebido em 1980, proposto para padronização em 1981 e introduzido de fato em agosto de 1983 (versão 1.0), o MIDI tornou-se um dos padrões mais notáveis da indústria da informática e atualmente é aceito na maioria dos equipamentos de aúdio e instrumentos musicais eletrônicos. O advento dessa tecnologia permitiu que um simples comando ativasse qualquer dispositivo do estúdio remotamente e em sincronia, respondendo de acordo com as condições predeterminadas pelo compositor.
















Electro e música industrial

 

  Os novos tipos de sons eletrônicos contribuíram para a formação da música industrial, começada por grupos como Throbbing Gristle em 1975, Wavestar e Cabaret Voltaire. Artistas como Nine Inch Nails em 1989, KMFDM e Severed Heads usaram as inovações da música concreta e aplicaram à música dance e rock. Durante esse tempo, artistas de dub como Tackhead gravaram composições com modelos da música industrial que pavimentaram o interesse a bandas como Meat Beat Manifesto e produtores de downtempo e trip hop como Kruder & Dorfmeister. Destaque especial para o surgimento do synth pop (a música pop tocada com o predomínio de sintetizadores) nessa época, que revelou Mega bandas de reconhecimento mundial e influência enorme dentro da música eletrônica como Alphaville, Depeche Mode, New Order, Information Society, A-Ha e logo depois, Pet Shop Boys e Erasure.
  Ainda durante o começo da década de 1980 desenvolveu-se em Detroit o electro, uma forma de hip hop misturada com o timbre dos sintetizadores analógicos (usando várias referências de Kraftwerk), baseado amplamente nas caixas de ritmos como o Roland TR-808. Ainda que seja mais associado com o hip hop e usado no breakdance da época, o electro é considerado uma forma de música eletrônica. O estilo foi resgatado nos anos 2000 com o electroclash mas decaiu pela grande influência de novos estilos de música eletrônica tais como o house.

  














  
Cultura da discoteca, uma das precursoras da música eletrônica dançante

Música eletrônica dançante 

  

 

 







   
  O estilo passou então de uma mera ferramenta para os músicos diversificarem e desenvolverem novos sons e timbres musicais apoiando-se em outros estilos musicais para ganhar uma cena própria. Com o sucesso da música disco, que atingiu seu auge entre 1977 e 1979 em parte devido ao filme de 1977 "Saturday Night Fever", a década de 1980 e décadas seguintes na música eletrônica foram marcadas pelo surgimento da música eletrônica dançante, levando ao desenvolvimento de novas ramificações como o techno, o house e o trance. A música eletrônica torna-se a partir de então, além de um estilo musical, um estilo de vida marcado pelas raves (eventos sociais de elevação de consciência baseados em música eletrônica) e pelos DJs (músicos que utilizam instrumentos musicais eletrônicos para executar composições).
  O desenvolvimento do techno em Detroit e house music em Chicago na década de 1980, além do acid house no Reino Unido no início da década de 1990 aceleraram o desenvolvimento e a aceitação da música eletrônica na indústria da música, introduzindo a música eletrônica dançante às casas noturnas. A composição eletrônica pode seriar ritmos mais rápidos e precisos que os criados pela percussão tradicional, além de oferecer a possibilidade de misturas e adição de outros elementos como instrumentos musicais tradicionais e vocais. O estilo desenvolveu-se de tamanha maneira a tornar-se comercialmente acessível que mesmo artistas pop chegaram a compor usando o estilo, como nos álbuns Believe da cantora Cher, Ray of Light da cantora Madonna e Fever da Cantora Kylie Minogue. Destaque para os álbuns Music for the Masses de Depeche Mode e Power, Corruption and Lies de New Order, que se tornaram álbuns chaves no desenvolvimento da música eletrônica em geral.












Rave em  São Paulo.

Raves
  Um elemento importante para o desenvolvimento da música eletrônica dançante foi o desenvolvimento das raves. Tais festas de música eletrônica começaram como uma reação às tendências da música popular, a cultura de casas noturnas e o rádio comercial. Seu objetivo primordial era a interação entre pessoas e elevação da consciência (uma fuga da realidade) através de diversas formas de arte. A música eletrônica teve papel fundamental em tais festas na medida em que proporciona através das batidas repetitivas e progressivas um efeito hipnótico nos participantes, potencializado pela utilização de entorpecentes. A partir do desenvolvimento do estilo eletrônico na década de 1980 foram promovidos eventos em regiões rurais destinados a reunião de pessoas, dança e utilização de ecstasy. De forma análoga, o movimento hippie da década de 1960 pregava a reunião das pessoas e a utilização de drogas (especialmente o LSD) como forma de elevação de consciência. Mesmo com a reação negativa da mídia em relação a tal cultura o estilo foi se desenvolvendo, resultando em um estilo de vida para os participantes. Outros gêneros musicais presentes em raves incluem o drum and bass e a música ambiente. A partir do final da década de 1990 o termo caiu em desuso pelos seus participantes na Europa devido à massificação e desvirtualização do uso.
   O acid house foi um estilo derivado da house music levado para o Reino Unido no final da década de 1980 para tornar-se parte integrante da cultura local de raves. Foi amplamente dependente do sintetizador e sequenciador Roland TB-303, o que tornava seu som bastante característico. O acid foi uma das maiores influências para a criação do drum and bass (originalmente conhecido como jungle até por volta de 1995), um estilo de música eletrônica dançante caracterizado pela batida rápida e pesada ("seca") da bateria, com a presença marcante do baixo. Um dos maiores divulgadores do estilo foi o DJ britânico Goldie. Outro DJ relevante ao drum and bass é o brasileiro Marky, um ícone da música eletrônica no país. Sendo considerado um renovador do estilo no final da década de 1990, Marky também é reconhecido no Reino Unido, terra natal do jungle.
Trance
  Outra vertente da música eletrônica dançante é o trance. Apesar de suas origens datarem desde a década de 1970 com artistas como Klaus Schulze, foi a partir de artistas de acid house que acabou ganhando uma cena própria, com a cena techno da Alemanha no início da década de 1990; Frankfurt é geralmente referenciada como o berço do estilo. No mesmo período desenvolvia-se em Goa, Índia, outro movimento da cena eletrônica baseado no EBM, o Goa trance, influenciado pela cultura da Índia e pela música psicadélica da década de 1960. O gênero foi migrado para a Europa em Londres, desenvolvendo-se de forma a ramificar-se no que atualmente chama-se EuroTrance. A partir da década de 1990, o desenvolvimento para um trance melódico e comercial possui como expoentes compositores como Paul Oakenfold, Paul van Dyk e Tiesto. Tais artistas foram tornando-se cada vez mais aceitos comercialmente, o que originou o EuroTrance. No Brasil alguns DJ´s tentam difundir o Trance em algumas regiões, como por exemplo o DJ Marcos Baldo em Ribeirão Preto/SP.
  





domingo, 8 de janeiro de 2017

Vendas por blogs, dicas e muito mais.

Muito falamos sobre criação e rentabilização de sites e blogs, formas de ganhar dinheiro eficientes e efectivas, e outros métodos interessantes de marcar uma presença forte e vincada na internet, mas nunca abordámos a estratégia de venda de sites e blogs como forma de ganhar dinheiro. Há quem crie projectos online com o intuito de os comercializar passado 2 ou 3 meses, e existem aqueles que constroem projectos sólidos, robustos e de grande qualidade, e um dia colocam a possibilidade de os comercializar por uma boa soma de dinheiro.
No entanto, vender um site ou blog e realmente ganhar dinheiro é para muitos uma utopia. A falta de estratégia para conseguir aliciar potenciais compradores faz com que se percam oportunidades reais de ganhar dinheiro e quiçá partir para um novo projecto, mais interessante, mais enquadrado com os conhecimentos do autor, ou simplesmente não começar nada.
Existe também uma grande possibilidade de o seu site ou blog ser rentável neste momento, o que invariavelmente é o resultado da sua dedicação e empenho, bem como apresenta uma comunidade sólida e com valor próprio, uma base de clientes e leitores fieis, um perfil autoritário junto dos motores de busca, e quiçá, rendimentos suficientes para fazer de si o seu próprio patrão.
Todavia, vender um site ou blog não é uma tarefa fácil, muito menos quando se reconhece o real valor da obra. Ainda existem muito poucos profissionais com interesse/capacidade de investirem vários milhares de euros em sites e blogs, sendo que o mercado actual, tanto em Portugal como no Brasil, sofre de algum irrealismo. Mas…recorrendo às estratégias correctas, você poderá conseguir encaixar uma boa quantia de dinheiro, que certamente o fará olhar para o futuro com bons olhos!


1. COMECE POR LIMPAR A CASA
O seu site ou blog tem alguma das suas funcionalidades com problemas? Alguma coisa que necessita de ser arranjada para que funcione em pleno? Se sim, então esta é a altura ideal para você soluccionar esse problema. Antes de você colocar o seu site ou blog no mercado de vendas, tenha a certeza de que todas as suas funcionalidades estão a trabalhar em pleno, de que o projecto está devidamente optimização para os motores de busca, e de que todas as suas qualidades e competências se encontram visíveis. Tal como acontece quando alguém pretende vender uma casa, é importante que tudo esteja realmente fantástico, arrumado e limpo!

2. RECOLHA OS SEUS NÚMEROS

Para quem potencialmente está interessado na aquisição do seu site ou blog, os números são uma das melhores formas de saber na prática se o negócio é uma mais-valia ou não. Por isso mesmo, é importante que você recolha todos os números respeitantes ao seu projecto:
  • rendimentos mensais;
  • despesas mensais;
  • fontes de rendimento (apresente os dados de venda de publicidade, AdSense, etc.)
  • número de clientes na base de dados
  • número de visitantes únicos mensais;
  • número de páginas lidas mensalmente;
  • número de subscritores RSS;
  • número de subscritores na Newsletter;
  • número de seguidores no Twitter;
  • número de artigos e comentários publicados;
  • etc.

3. DEFINA UM PREÇO PARA O SEU PROJECTO

De que forma é que você deverá definir o preço do seu projecto, que por sinal até é rentável neste momento? Já vimos várias fórmulas para o cálculo do valor de sites e blogs na internet, nomeadamente: 2X o valor dos ganhos anuais, 1oX o valor dos rendimentos mensais do projecto, e por aí adiante No entanto, tenha em consideração que o seu site ou blog só vale realmente aquilo que o comprador está disposto a pagar por ele. E esse valor pode muito bem não ser o valor que você tinha calculado/idealizado, ou a proposta poderá não se enquadrar em nenhuma fórmula específica.
Por essa mesma razão, é importante que você defina um preço mínimo e um preço máximo para o seu site ou blog. Depois disso, existem várias abordagens interessantes que você poderá fazer no sentido de conseguir comercializa-lo. Tenha em consideração também, que os profissionais da sua área conseguirão certamente reconhecer o valor do seu projecto mais facilmente que um mero curioso de internet.

4. PREPARE UMA PRESS RELEASE DE QUALIDADE

Caso você contacte directamente empresas ou profissionais no sentido de lhes oferecer a aquisição do seu projecto, quer você participe em mercados de compra e venda de sites por leilão, é extremamente importante que você tenha consigo uma Press Release de apresentação da sua venda. Essa Press Release deverá conter todas as informações e imagens referentes ao primeiros 3 pontos que destacámos anteriormente, e deverá funcionar basicamente como a sua página de vendas na Internet, ou seja, quanto mais aliciante e provocadora ela for, maior será o destaque que você irá conseguir junto de potenciais interessados.


5. CONTACTE OS SEUS COMPETIDORES

Numa primeira fase e caso você deseje manter o anonimato da sua venda, você poderá começar por pesquisar e contactar directamente os seus maiores competidores. Nos dias de hoje, praticamente todos os sites e blogs da Internet têm uma página de contacto. Programe um email com a sua Press Release e contacte directamente esses mesmos competidores, no sentido de mostrar o seu interesse na comercialização do seu site e blog. Apresente imediatamente todos os dados de que falámos e aguarde por uma resposta.

6. CONTACTE EMPRESAS NO SEU NICHO DE MERCADO

Seu o seu site ou blog fala sobre dicas de nutrição, saúde e alimentação, pesquise no Google por esses termos e palavras-chave e comece a realizar contactos directos com empresas que trabalhem nesse mesmo nicho de mercado. Esta acção pode ser levada a cabo em simultâneo com o ponto Nº5, por exemplo. Se por ventura começar a receber propostas ou contactos no sentido de analisar mais profundamente a sua oferta, você terá consigo vários interessados e isso permite-lhe jogar a seu favor e a favor dos valores que você idealizou para a sua venda.




7. COLOQUE O SEU PROJECTO NOS MERCADOS DE LEILÃO

Embora sejam praticamente nulos de momento, ainda existem alguns mercados de compra e venda de sites e blogs na Internet. Em Portugal poderá inscrever-se no fórum Mais Tráfego, no Brasil poderá inscrever-se no fórum Webmasters Online e para projectos internacionais, poderá utilizar o mercado de compra e venda Flippa.
Todas estas propostas são viáveis para quem procura vender um site ou blog na internet. No entanto, é importante que quando você colocar o seu projecto à venda, se lembre de ter cumprido pelo menos os primeiros quatro pontos deste artigo. Arrume bem o seu blog, recolha todos os dados estatísticos que possam jogar a favor da sua venda, define um preço mínimo e máximo e prepare a sua Press Release/Página de vendas para posteriormente publicar nos fórums de discussão que recomendámos, por exemplo.

8. DEFINA AS SUAS CONDIÇÕES POR ESCRITO

A probabilidade de você vender o seu site ou blog a alguém que não conhece é muito grande. Embora possa parecer uma pessoa extremamente profissional na sua abordagem ou escrito ou por telefone, você nunca conseguirá ter a certeza de estar a lidar com alguém de confiança, pelo menos e até prova em contrário.
Se você pretende proteger-se de eventuais fraudes, coloque o seu contrato por escrito. Esse contrato poderá ser flexível e adaptável às suas necessidades e às do comprador. Por exemplo: você poderá definir que 50% do valor de compra é pago precisamente no acto de compra, e que os 50% finais são pagos depois de efectuar com sucesso a migração do seu projecto,para o servidor do comprador.
Mantenha uma cópia de segurança do seu site ou blog no seu servidor e não envie as chaves de acesso aos painéis administrativos antes de assegurar que o segundo e último pagamento é efectuado com sucesso. Tendo em conta de que não existe regulação para a comercialização de sites e blogs na internet, tenha sempre a certeza de que tem o dinheiro na sua conta bancária, antes de entregar todo o seu trabalho a alguém que você desconhece perfeitamente.

9. OFEREÇA OS SEUS PRÉSTIMOS NO FUTURO

Este é seguramente um grande argumento de venda. Acorde com o comprador o facto de você permanecer disponível como consultor para futuros problemas ou eventuais estratégias que o mesmo deseje adoptar. Isso faz com que o comprador se sinta relativamente mais seguro de que poderá colocar-lhe questões e/ou sugestões para o futuro.
O único custo que você terá ao desempenhar tal função, será o seu tempo. Vender um site ou blog requer uma estratégia e planeamento de qualidade, e também alguma segurança prévia, sob pena de ser enganado por alguém que não faz a mínima ideia de quem seja. Você trabalhou no duro para fazer do seu site ou blog aquilo que ele é hoje. Tenha sempre a certeza de que recebe em troca aquilo que merece.
E caso as propostas não lhe agradem à primeira vista, tenha sempre consigo a ideia de que novas propostas irão surgir, amanhã e depois…

sábado, 7 de janeiro de 2017

Saiba sobre o Mercado Livre, seu sucesso para vendedores e compradores.





O Mercado Livre não vende produtos, é apenas uma espaço onde outras pessoas expõem seus produtos, por isso, é as suas ações que definira o sucesso da compra. Como por exemplo; colocar em seu cadastro, os dados corretos, como endereço, telefone etc, sempre pagar com o mercado pago, esperar o produto chegar em suas mãos para qualificar. Mais dicas abaixo.


É seguro?

Sim, se usado de maneira correta.


Dicas para a sua primeira compra:

O que fazer antes de comprar?

- Verifique se o vendedor já vendeu algum produto.
- Se vendeu, leia as qualificações de quem comprou.
- Leia as perguntas feitas ao vendedor, e veja se ele responde direitinho.
- Faça uma pergunta ao vendedor, para saber se ele é ativo, exemplo "Olá vendedor, você ainda tem o produto em estoque, e quanto fica o frete para o CEP 'aqui vc coloca o CEP da sua cidade' obrigado".

O que fazer durante a compra?

- Vc deve escolher pagar pelo mercado pago.
- Vc precisa esperar a resposta do vendedor para saber o valor do frete, assim vc já acrescenta o valor junto ao valor do produto.
- Evite pagar o produto por deposito bancário direto na conta do vendedor, pára a sua primeira compra não é recomendado.

Algumas explicações:


Porque pagar pelo MERCADO PAGO?

Bom, essa é uma forma segura de comprar, se por acaso vc não receber o produto dentro do prazo o mercado livre irá devolver o seu dinheiro, por isso nunca qualifique sua compra antes de receber o produto.


Porque não devo depositar o valor da compra na conta bancaria do vendedor?

Bom, desta forma o mercado livre não pode devolver o dinheiro a vc, a unica ação deles será pressionar o vendedor e pedir que entre em contato com o comprador para concretizar a venda.
Mais do Mercado Livre.

O mercado livre não é uma loja virtual. É uma espécie de classificados, de intermediador. O site em si é confiável, mas existem anunciantes que são confiáveis e outros que não o.

É mais ou menos como olhar os classificados de um jornal. Tem anúncios sérios, assim como tem anúncios falcatrua. Num jornal também tem gente anunciando que envia produto X e na hora que o cara recebe é um pedrastation (uma pedra no lugar de um playstation). A diferença é que no mercado livre a gente consegue ter acesso ao número de vendas que uma pessoa fez e o que as pessoas falaram. Claro que isso o é nenhuma garantia, pois um vendedor bom pode resolver virar picareta de uma hora para outra sem aviso.

CONHEÇA O OLX - é um site para anuncios, pesquisa de empregos, chates e muito mais aproveite essa tica. Tem opção gratis e pago você usa como quizer e preferir:

Pesquisando uma vaga

OLX - Logotipo
OLX - Logotipo
Para encontrar vagas de emprego, comece por acessar o classificados de empregos OLX. No painel à esquerda da página você pode refinar sua busca por localização, cidade (ou até mesmo CEP), área de atuação, uso de fotos, período integral ou parcial. Como você está procurando uma vaga, faça ao menos um filtro por “Oferta” para ocultar os anúncios de profissionais que procuram emprego como você.
Uma forma mais direta pode ser o uso da ferramenta de pesquisa no topo do site. Faça diversas pesquisas e filtros para aumentar o seu leque de opções, anote as vagas mais interessantes e entre em contato com elas.
Este é um momento onde paciência e persistência são suas maiores aliadas.

Publicando um anúncio

Outra forma de trabalhar com o OLX é fazendo você mesmo um anúncio. Pode não ser a maneira mais fácil de obter um primeiro emprego, mas é eficiente se você já detém alguma habilidade.
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  • Escolha adequadamente a categoria a anunciar, para atingir o público adequado
  • Escreva um título que chame a atenção e seja honesto
  • Escreva uma descrição que seja realmente eficaz.
  • Peça para um conhecido ler e dizer se sentir-se-ia motivado a contratar alguém com essa descrição.
  • Jamais cometa um erro de português sequer nesta descrição.
  • Use os recursos possíveis de negrito, itálico, etc para deixar seu texto atraente e elegante.
Classificados de Empregos OLX
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Caso você tenha um website onde já divulgue sua atividade como aqui tratado, poderá também divulgar no OLX em regime de parceria, criando um arquivo nos formatos XML ou CSV e submetendo-o para divulgação.

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Pode ser que você tenha um website ou blog e queira oferecer um serviço de classificados de emprego no mesmo. Se seu objetivo é apenas disponibilizar algumas vagas, sem maiores dificuldades, use o widget do OLX para incluir anúncios individuais, seus anúncios ou os de determinada categoria em seu website.