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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

como construir musica

Como seu próprio nome propõe, o Virtual DJ é um aplicativo que coloca você no comando da mesa de mixagem, tudo na frente do seu computador. Se você sempre quis saber como é ser um DJ, esta é uma alternativa virtual muito interessante e que apresenta vários recursos.
Agora é gratuito
Quem costuma utilizar o programa com frequência vai notar algumas melhorias e ajustes em detalhes visuais, como alguns botões que estão com o contorno ligeiramente diferente e menus organizados de forma mais prática. Essas mudanças não alteram a experiência de uso, servindo somente como forma de deixar o programa com uma cara mais agradável.
Além das alterações acima, os desenvolvedores fizeram uma revisão completa de todos os efeitos disponíveis, que foram calibrados novamente para obter a melhor mixagem possível. Dessa forma, o som do Virtual DJ está ainda mais próximo daquele feito por equipamentos profissionais caros.
Sistema de scratches
DJ na frente do PC
A função principal do Virtual DJ é permitir que você realize todas as funções principais de uma mesa de remix, sem precisar ter uma de verdade. Ele conta com diversos aspectos interessantes para você brincar, incluindo até mesmo dois vinis virtuais, que o permitiem realizar o scratch – aquele som ao girar os discos para frente e para trás, fazendo o "arranhão".
Interface com botões melhorados
Se você conhece alguns players de mídia famosos, como o Windows Media Player ou o Winamp, não encontrará dificuldades em fazer uso do Virtual DJ. As ferramentas adicionais dele são de fácil utilização, e bastam alguns minutos brincando com o programa para começar as primeiras mixagens.
Gerencie facilmente as músicas adicionadas
Como forma de permitir a utilização fácil de todos os recursos disponíveis, o programa conta com um prático navegador de arquivos que permite acessar rapidamente todas as pastas do computador, simulando o iTunes.
Ele fica localizado no canto inferior da tela e a navegação se dá de maneira semelhante ao Windows Explorer, o que permite uso fácil por quem está acostumado como sistema operacional da Microsoft.
Por exemplo, ao clicar em uma pasta qualquer, é exibida uma lista com todos os arquivos compatíveis presentes nela, e basta clicar em uma faixa para exibi-la em um sistema semelhante ao Cover Flow do iTunes. Ao lado do arquivo é exibida a quantidade de batidas por minuto do arquivo, o que permite determinar melhor a sequência das músicas reproduzidas e quais podem ser tocadas ao mesmo tempo.
Efeitos especiais
Mexa em tudo que vir pela frente!
Não há maneira melhor de aprender a utilizar este software do que mexer em todos os botões, barras, abas e todos os locais em que algo estiver escrito. Deixe as músicas tocando enquanto faz isso e confira o que acontece, identificando dezenas de possibilidades interessantes com o programa.
Você pode lidar, inclusive, com duas músicas ao mesmo tempo, o que para animar festas é essencial. Desse modo, você alterna entre o final de uma e o começo de outra em players diferentes, sem que o som pare para isso. Também há efeitos especiais para aplicar nas faixas, além da possibilidade de gravar suas mixagens.
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Importante Antes de instalar o " Virtual DJ " você pode criar um ponto de restauração do Windows, assim, se não gostar do programa ou se ele não funcionar corretamente, você pode simplesmente restaurar o sistema para um ponto anterior à instalação do programa.Clique aqui e aprenda a criar um ponto de restauração.

Nossa Opinião

Nossa Opinião Acima você conferiu uma descrição completa sobre o Virtual DJ e suas funcionalidades, saiba agora o que achamos dele Comparado a outros programas de edição e mixagem de som, Virtual DJ ganha muitos pontos por ser um dos únicos a possuir uma interface simples de entender e próxima ao real, inclusive em sua usabilidade. Permitindo que os usuários utilizem o mouse para interferir nas pick-ups e efeitos, o software coloca um pouco mais de realidade na brincadeira.
O ponto negativo está nos efeitos localizados na parte inferior do programa. Apesar de serem facilmente configurados e controlados, não há modo de criar novos com sons existentes no computador, o que limita o usuário a utilizar os poucos e – um tanto sem graça – existentes no acervo do Virtual DJ Free.


Leia mais em: http://www.baixaki.com.br/download/virtual-dj.htm#ixzz1gE9lvK1g

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Mais sobre Música.

Hoje já é possível compor e editar suas produções em áudio digital, no conforto do próprio quarto. Mas fique atento: nem toda a tecnologia envolvida nos programas —mixagem, edição e virtualização dos sons— consegue substituir a prática e o talento ao empunhar os instrumentos musicais.

E não é só na composição que os softwares ajudam. Muitos deles, como os de partitura, podem se tornar bons instrutores na hora de aprender a tocar um instrumento.

Em escolas de música, tais programas são usados como ferramentas pedagógicas. "É uma forma diferente de treinar, sem implicar maior facilidade na hora de aprender e entender compassos, notas e tons", diz Eduardo Ardanuy, professor do Instituto Souza Lima e guitarrista da banda Doctor Sin.

Mas não vá achando que o software pode substituir as horas de dedicação e talento.

"Quando você usa muito os softwares para treinamento, existe o risco de o aluno ficar preguiçoso e não se empenhar em aprender a ler as partituras", diz Ardanuy. "Ainda que os programas sejam um instrumento de aprendizado, nada irá substituir horas de estudo e treino das noções de compasso e ritmo. Quem compõe é o músico, a tecnologia apenas agiliza o processo."

Edição e Produção

Quando o assunto é edição, os softwares para o acabamento de áudio são quase unanimidade entre os profissionais. Os programas aceleram e melhoram a finalização da produção das faixas, acrescentando efeitos impossíveis de serem realizados quando as gravações eram feitas em fitas.

O produtor musical Brandon Duff é um dos entusiastas desses softwares: "Produzi discos nas duas eras e não tenho saudade nenhuma das fitas", conta ele.

Duff, produtor da banda de hard rock Doctor Sin, aponta as vantagens da utilização de programas de edição de áudio digital: "A principal delas é reunir em único equipamento —o computador— funções que precisavam de uma infinidade de equipamentos para serem feitas", diz ele.

Uma das etapas do processo onde a tecnologia mais faz diferença é a masterização. Duff afirma que a possibilidade de usar múltiplos canais, ajustes de som e outros recursos digitais é fundamental nesse processo: "Antes, a edição era muito mais difícil. Era raro fazer grandes ajustes, pois editar nas fitas era muito complicado".

Eduardo Aguiar, do estúdio Bebop, na capital paulista, concorda: "Esses programas fazem o acabamento ficar muito diferente do processo de pós-produção realizado há dez anos".

Segundo eles, mesmo depois das faixas estarem produzidas, é possível melhorar a qualidade do áudio em detalhes como ruídos, diferenças de altura entre as faixas e outros aspectos antes de gerar o PMCD (PreMaster CD), que é o primeiro CD efetivamente produzido e é mandado para a fábrica para ser produzido em escala industrial.

Diante das maravilhas que os softwares de edição e composição podem fazer, o UOL Tecnologia selecionou alguns programas para você já ir pensando em como será a melodia do próximo hit.

Daccord Partitura 1.0

O software é indicado para criar partituras e fazer composições no computador. Produzido por uma empresa de Recife, o Daccord Partitura permite gravar, editar e tocar arquivos de música.

É possível começar a compor do zero ou usando um arquivo MIDI (interface digital para instrumentos musicais). Com essa função, há a possibilidade de ouvir a partitura enquanto você compõe.

Outra função permite importar arquivos MIDI e imprimir as partituras criadas por você. Ao adicionar as letras das músicas, as sílabas são sincronizadas com as notas correspondentes. Uma função bastante prática para quem usará a partitura/composição em apresentações.

São disponíveis até 256 faixas de gravação de áudio para voz, instrumentos e efeitos.

Cubase 4.1

Um dos softwares musicais mais famosos, o Cubase 4.1 tem entre as novidades um editor para tornar mais fácil o stretch e a manipulação dos arquivos de áudio digital.

O programa também importa/exporta arquivos MusicXML para partituras e conta com quatro instrumentos com mais de mil sons.

Novos instrumentos VST também foram adicionados. VST é a sigla para Virtual Studio Technologies, uma série de plugins para emular os instrumentos reais.

Outro tipo de plugin idêntico ao VST é o DXi (DirectX Instruments), desenvolvido pela Microsoft. Em muitos casos, a qualidade desses instrumentos chega a superar os instrumentos originais.

O Cubase 4.1 tem compatibilidade com versões anteriores e outros programas da Steinberg: importa arquivos MIDI e do Cubase SX/SL/SE/LE, Cubase Studio e Nuendo.

Compatível com PC e Mac, ele roda em computadores com pelo menos 1,4 GHz de processador e 512 MB de memória RAM. Também são necessários um drive de DVD para instalar, uma interface USB, conexão com a Internet e uma resolução de vídeo de 1024 x 768 pixels.

Pro Tools M Powered 7

O Pro Tools é uma ferramenta multi-tarefa para quem quer fazer música no PC: editar, mixar e gravar são as possibilidades oferecidas pelo programa.

A nova versão 7 combina capacidades de áudio e de MIDI em um único canal para simplificar o funcionamento do programa e controle em tempo real sobre a duração e intensidade das notas.

No que se refere à edição, o recurso Region Looping facilita a tarefa de repetir uma ou mais partes do áudio, MIDI ou em regiões inteiras, acelerando a edição das músicas. O recurso Region Groups, por sua vez, possibilita agrupar combinações de áudio e MIDI.

Se o assunto é mixagem, dá para destacar duas novidades: a primeira delas é a incorporação do comando arrastar-e-soltar e uma "arquitetura de mixagem" mais complexa: agora é possível ter até 32 mixes internos no programa.

Reorganização do menu e uma ferramenta de notas de textos são duas boas características para facilitar o uso do Pro Tools: com as notas de texto você pode adicionar descrições aos objetos na interface do programa.

Com o Pro Tools é possível gravar em até 32 canais de áudio simultaneamente em qualidade digital de 16 ou 24 bits. As taxas de freqüência chegam até a 96 Khz, e depois de terminada a gravação é possível acrescentar efeitos: moldar sons, compor trechos, usar recursos profissionais de mixagem e de automação de mesas de som e analisar e ajustar automaticamente trilhas de percussão com o Beat Detective LE.

É possível baixar a versão 5 do programa gratuitamente no UOL Downloads.

Sound Forge 9.0

O Sound Forge é outro programa bastante usado para edição musical no PC. Gravação com hora programada e automação de efeitos DirectX são alguns dos recursos da nona versão do programa.

A restauração de arquivo é um dos recursos do Sound Forge: o programa guarda um histórico das modificações feitas sobre o áudio original e permite restaurar a partir de qualquer ponto da edição do som.

A edição, gravação e processamento podem ser feitos em múltiplos canais. Comandos de arrastar e soltar entre os canais são outra novidade.

Um analisador de espectro é outra funcionalidade para analisar os arquivos criados por você.

O pacote conta ainda com uma ferramenta chamada CD Architect 5.2, que permite gravar os CDs de uma maneira similar à feita para um CD profissional.

Outras possibilidades com o Sound Forge são masterização, recuperação de vinil, uso em rádios, finalização surround, uso multicanal amplo e pequenas edições em estéreo/surround até 7.1. Também é possível extrair áudios de CDs.

O Sound Forge roda apenas no Windows XP— ainda não há versão para Mac— e precisa de um Pentium III de 1 GHz, 512 MB de memória RAM e uma placa de som compatível com o programa. Também necessário ter um gravador de CD/DVD e ter instalado na máquina o DirectX 9.0 (ou superior).

Guitar Pro 5.0

O Guitar Pro é um dos editores de tablatura preferidos dos amantes de guitarra. Mas ele também serve para bateria, piano, violão e banjo. O programa oferece opções de playback (escuta) e de importação/exportação de arquivos MIDI e de tablaturas em formato ASCII.

A vantagem dessas funções é o acesso à milhares de tablaturas espalhadas pela Internet. No que se refere à arquivos MIDI, há fartura de arquivos. Um dos maiores depósitos desses arquivos está no SongBook.

O Guitar Pro tem uma série de outros apetrechos para o guitarrista que deseja compor e editar suas músicas. Escala, metrônomo e afinador estão entre eles.

O editor de tablatura serve para instrumentos com até sete cordas. É possível utilizar a notação padrão ou de bateria e você pode usar até 256 "trilhas" para instrumentos, percussão e efeitos.

A interface é totalmente configurável: você pode visualizar o programa fullscreen e exibir várias trilhas simultaneamente. A tela pode ser visualizada no sentido horizontal ou vertical, adaptando-se ao gosto do usuário.

As ferramentas de edição incluem gerenciamento do tempo de cada nota, efeitos de guitarra, entrada para MIDI e suporte para letras. Ou seja, editar, compor e cantar com um mesmo programa.

No site do software existe links para tablaturas, lições e exercícios para quem está começando a tocar guitarra.

O programa vem na versão demo, com validade de 15 dias ou na versão completa, por US$ 59,00 (R$ 106,20).

No Windows (das versões 98 até o Vista), as configurações exigidas são processador Pentium 500, 128 MB de memória RAM e 35 MB de espaço no HD. Já no Mac, as exigências são Mac OS 10.3 ou superior, 256 MB de memória RAM e 40 MB livres no HD.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Veja dicas para construir músicas.

Como seu próprio nome propõe, o Virtual DJ é um aplicativo que coloca você no comando da mesa de mixagem, tudo na frente do seu computador. Se você sempre quis saber como é ser um DJ, esta é uma alternativa virtual muito interessante e que apresenta vários recursos.
Agora é gratuito
Quem costuma utilizar o programa com frequência vai notar algumas melhorias e ajustes em detalhes visuais, como alguns botões que estão com o contorno ligeiramente diferente e menus organizados de forma mais prática. Essas mudanças não alteram a experiência de uso, servindo somente como forma de deixar o programa com uma cara mais agradável.
Além das alterações acima, os desenvolvedores fizeram uma revisão completa de todos os efeitos disponíveis, que foram calibrados novamente para obter a melhor mixagem possível. Dessa forma, o som do Virtual DJ está ainda mais próximo daquele feito por equipamentos profissionais caros.
Sistema de scratches
DJ na frente do PC
A função principal do Virtual DJ é permitir que você realize todas as funções principais de uma mesa de remix, sem precisar ter uma de verdade. Ele conta com diversos aspectos interessantes para você brincar, incluindo até mesmo dois vinis virtuais, que o permitiem realizar o scratch – aquele som ao girar os discos para frente e para trás, fazendo o "arranhão".
Interface com botões melhorados
Se você conhece alguns players de mídia famosos, como o Windows Media Player ou o Winamp, não encontrará dificuldades em fazer uso do Virtual DJ. As ferramentas adicionais dele são de fácil utilização, e bastam alguns minutos brincando com o programa para começar as primeiras mixagens.
Gerencie facilmente as músicas adicionadas
Como forma de permitir a utilização fácil de todos os recursos disponíveis, o programa conta com um prático navegador de arquivos que permite acessar rapidamente todas as pastas do computador, simulando o iTunes.
Ele fica localizado no canto inferior da tela e a navegação se dá de maneira semelhante ao Windows Explorer, o que permite uso fácil por quem está acostumado como sistema operacional da Microsoft.
Por exemplo, ao clicar em uma pasta qualquer, é exibida uma lista com todos os arquivos compatíveis presentes nela, e basta clicar em uma faixa para exibi-la em um sistema semelhante ao Cover Flow do iTunes. Ao lado do arquivo é exibida a quantidade de batidas por minuto do arquivo, o que permite determinar melhor a sequência das músicas reproduzidas e quais podem ser tocadas ao mesmo tempo.
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Não há maneira melhor de aprender a utilizar este software do que mexer em todos os botões, barras, abas e todos os locais em que algo estiver escrito. Deixe as músicas tocando enquanto faz isso e confira o que acontece, identificando dezenas de possibilidades interessantes com o programa.
Você pode lidar, inclusive, com duas músicas ao mesmo tempo, o que para animar festas é essencial. Desse modo, você alterna entre o final de uma e o começo de outra em players diferentes, sem que o som pare para isso. Também há efeitos especiais para aplicar nas faixas, além da possibilidade de gravar suas mixagens.
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Importante Antes de instalar o " Virtual DJ " você pode criar um ponto de restauração do Windows, assim, se não gostar do programa ou se ele não funcionar corretamente, você pode simplesmente restaurar o sistema para um ponto anterior à instalação do programa.Clique aqui e aprenda a criar um ponto de restauração.

Nossa Opinião

Nossa Opinião Acima você conferiu uma descrição completa sobre o Virtual DJ e suas funcionalidades, saiba agora o que achamos dele Comparado a outros programas de edição e mixagem de som, Virtual DJ ganha muitos pontos por ser um dos únicos a possuir uma interface simples de entender e próxima ao real, inclusive em sua usabilidade. Permitindo que os usuários utilizem o mouse para interferir nas pick-ups e efeitos, o software coloca um pouco mais de realidade na brincadeira.
O ponto negativo está nos efeitos localizados na parte inferior do programa. Apesar de serem facilmente configurados e controlados, não há modo de criar novos com sons existentes no computador, o que limita o usuário a utilizar os poucos e – um tanto sem graça – existentes no acervo do Virtual DJ Free.


Leia mais em: http://www.baixaki.com.br/download/virtual-dj.htm#ixzz1gE9lvK1g

sábado, 6 de janeiro de 2018

Mais sobre instrumentos músicais.

Houve um momento em que computadores e instrumentos virtuais surgiram como opções para a produção musical e performances no palco. Por um período razoável, simulações de instrumentos musicais e efeitos, rodando em um desktop ou notebook, foram vistas com certo (e até total) ceticismo por uma série de profissionais da música. O tempo passou e as ferramentas baseadas no computador evoluíram e passaram a fazer parte da rotina dos músicos e produtores.  Uma nova revolução parece estar se aproximando e esta é ainda mais portátil e inusitada! E se seu Smartphone ou Tablet fosse capaz de atuar como uma poderosa e versátil ferramenta musical? Para os usuários de iPhones e iPads, isto já é uma realidade.
Talvez não seja novidade para você, mas é bom recordar alguns fatos. Em 2007, a Apple lançou o iPhone, um dispositivo com tela multitoque e poderes que iam muito além do que se esperava de um telefone. Pouco depois, a empresa liberou o desenvolvimento de aplicativos para programadores de todo o mundo. Não demorou para que os primeiros títulos musicais começassem a surgir. Tocar piano e guitarra na tela do aparelho foi uma das primeiras novidades. Porém, tudo ainda era experimental e tinha cara de brinquedo, ou jogo naquela época.
iPod Touch rodando um app controlador MIDI sem fio
Desenvolvedores de software enxergaram o potencial musical do iPhone para aplicações um pouco mais sérias e lançaram interessantes controladores para programas de produção musical, gravadores de áudio multipista e os primeiros sintetizadores. Mas o grande impulso da música em dispositivos móveis ocorreu mesmo em 2010, com o lançamento do iPad.
Se tocar ou controlar instrumentos na tela pequena do iPhone era algo problemático, o tablet da Apple poderia solucionar a questão e oferecer muitas outras possibilidades de interface para aplicativos musicais. Os primeiros que se beneficiaram da versatilidade do iPad para a música foram os DJs. O aplicativo TouchOSC permitiu criar qualquer tipo de superfície de controle na tela do tablet para comandar todos os parâmetros desejados de um DAW (Digital Audio Workstation), como o Ableton Live, ou Traktor. A ideia funcionava com o iPad conectado a um computador, por meio de uma rede sem fio, e o envio de mensagens OSC (open sound protocol), depois convertidas em MIDI para controlar os softwares.
Korg desenvolve versão para iOS do sintetizador analógico MS20
Aplicativos com ideias variadas não paravam de aparecer. Porém, um fato novo mudou o status da música nos dispositivos iOS (sistema operacional de iPads e iPhones): a KORG, que já vinha em uma tendência de miniaturização de seus instrumentos e lançamento de equipamentos musicais bastante portáteis, apresentou os aplicativos iELECTRIBE (reprodução fiel da Drum Machine ELECTRIBE) e iMS-20 (a versão para iOS do clássico sintetizador analógico MS20, com extras) para o iPad. Uma das maiores empresas de equipamentos musicais do mundo começava a lançar instrumentos para o tablet.
iRig e app Amplitube para iPhone
A IK Multimedia e a Line 6 também ajudaram a chamar a atenção para o potencial musical desses dispositivos com os lançamentos do iRig (adaptador que permite ligar a Guitarra ao iPhone/iPad) e da interface MIDI Mobilizer, a primeira a oferecer condições de enviar e receber mensagens MIDI com apps para o iOS e equipamentos externos.
MorphWiz
Outro entusiasta de peso é Jordan Rudess, tecladista da banda Dream Theater e que atualmente tem uma empresa de desenvolvimento de apps musicais para iPad e iPhone. Rudess emplacou um grande sucesso de vendas, com o lançamento de seu app MorphWiz. Além disso, participou ativamente na divulgação e aprimoramento de diversos outros títulos.
Um breve exemplos de apps musicais com Jordan Rudess:

Outro divisor de águas? A própria Apple decidiu lançar uma nova versão do iOS com compatibilidade MIDI nativa. iPhones, iPods Touch e iPads passaram a ser capazes de se comunicar com instrumentos virtuais e DAWs, rodando em Macs e Windows, quase sem nenhuma necessidade de instalação de softwares adicionais, ou configurações, por meio de conexão sem fio. O iPad ganhou também uma possibilidade ainda mais interessante: usando o adaptador Camera Connection Kit, desenvolvido pela Apple para transferir fotos de cameras digitais para o iPad, usuários passaram a poder conectar interfaces de áudio e MIDI para interagir com os aplicativos do tablet, através da popular conexão USB.
Camera Connection Kit
No final de 2010, a banda Gorillaz anunciou o lançamento do álbum The Fall, produzido ao longo de uma turnê americana, utilizando o iPad como principal ferramenta de gravação e geração de timbres. Ao contrário do que muita gente noticiou, o trabalho não foi inteiramente gravado e produzido com o tablet. Sintetizadores convencionais e, até mesmo, instrumentos acústicos também fizeram parte do projeto.
GarageBand no iPad2
Agora em 2011, a Apple lançou o iPad 2, uma geração mais fina, mais leve e mais potente. No dia do lançamento, anunciou a versão para o tablet de um dos softwares musicais mais populares do mundo, o GarageBand. Veja um bom exemplo do GB para iPad em ação.

A NAMM de janeiro (confira aqui a cobertura do evento feita pelo Overdubbing) já anunciava que 2011 seria marcado pelo lançamento de acessórios musicais para o iPad. Empresas como a Alesis, Akai, Apogee, Yamaha e Digitech já estão com novidades bem profissionais chegando no mercado. Uma das mais aguardadas é o Alesis iO Dock, uma base para o iPad capaz de transformá-lo em uma poderosa ferramenta de produção musical, com diferentes entradas e saídas de áudio e MIDI. Do lado dos aplicativos, outra grande novidade: a Image Line acaba de liberar a versão móvel do FL Studio para iPad e iPhone.
Alesis iO Dock
Donos de iPads e iPhones já contam com apps para produção musical, instrumentos virtuais e controladores poderosos. Já recebi relatos de pessoas que compraram um ou mais iPads exclusivamente para a música. Já não é tão difícil encontrar artistas que estão usando o tablet em estúdios e no palco. Se você não gosta da Apple, ou simplesmente gostaria de ter outras opções, saiba que smartphones e tablets com o Android também poderão se tornar boas alternativas musicais, mas isto já é assunto para outro post.
Assim serão as minhas contribuições para o Overdubbing. Semanalmente escreverei posts exclusivos, analisando as novidades e possibilidades da música em dispositivos móveis para os músicos profissionais. Já trabalha com música no iOS? Será que seu notebook será substituído por um tablet no futuro? Acha que essas novidades não passam de modismo? Quer saber mais sobre o assunto? Mande seu comentário e vamos conversando por aqui!
Até a próxima semana, quando falarei sobre alguns dos melhores aplicativos musicais para o iOS.
Marcus Padrini é jornalista, músico e editor do blog MusicApps.com.br , especializado em Música Móvel

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Música eletrônica

 Música Eletrônica
veja também:


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   Música electrónica (português europeu) ou Música eletrônica (português brasileiro) (AO 1990: Música eletrónica/eletrônica) é toda música que é criada ou modificada através do uso de equipamentos e instrumentos electrónicos, tais como sintetizadores, gravadores digitais, computadores ou softwares de composição. Os softwares são desenvolvidos de forma a facilitar a criação.
  Por sua história passou de uma vertente da música erudita (fruto do trabalho de compositores visionários) a um elemento da música popular, primeiramente bastante relacionado ao rock e posteriormente discernindo-se como um gênero musical próprio (principalmente relacionado com a música popular nos sub-estilos considerados dançantes tais como o techno, acid, house, trance e drum 'n' bass, desenvolvidos a partir do auge da música disco no final da década de 1970). Actualmente existem várias ramificações do estilo, tanto eruditas como populares.
 Originalmente relutada por ter sua tecnologia evoluída muito mais rapidamente que sua estética, só passou a ter princípios e tradição após a Segunda Guerra Mundial, com o trabalho de franceses na música concreta e de alemães na Elektronische Musik.

Década de 1850 a 1940: os primeiros artistas e equipamentos



   A habilidade de gravar sons é absolutamente necessária para a produção de música eletrônica, e é certamente bastante útil. O primeiro precursor do fonógrafo foi inventado em 1857 quando Leon Scott gravou pela primeira vez impressões de som em cilindros revestidos em carbono. Duas décadas depois, em 1878 Thomas A. Edison patenteou o fonógrafo, que utilizava cilindros similarmente ao dispositivo de Scott. Apesar do mecanismo ter se mantido inalterado por um tempo, Emile Berliner desenvolveu o fonógrafo em disco em 1897.
 Data de 1897 o mais antigo instrumento musical electroacústico. Foi uma invenção de Thaddeus Cahill, conhecida como dinamofone ou telarmónio. A máquina consistia num dínamo eléctrico, associados a indutores electromagnéticos capaz de produzir diferentes frequências sonoras. Estes sinais eram comandados por um teclado e um painel de controlos e difundidos pela linha telefónica, cujos terminais estavam equipados com amplificadores acústicos, colocados em locais públicos. Veio a verificar-se que a emissão musical interferia com as chamadas telefónicas, o que era insustentável. O instrumento tinha a capacidade de sintetizar sons com os timbres desejados, por sobreposição de parciais harmónicos. O sistema que permitia este desempenho tornava a máquina extremamente complexa e de dimensões gigantescas. O compositor Ferrucio Busoni mostrou interesse pela invenção, potencialmente geradora de novos conceitos harmónicos, não tendo no entanto apoiado directamente o projecto. A tecnologia foi posteriormente usada para o desenvolvimento do órgão Hammond. Entre 1901 e 1910, Cahill desenvolveu três versões maiores e mais complexas que o original, a primeira pesando sete toneladas, e a última, acima de duzentas. Com a queda do interesse público, em 1912 a empresa de Cahill estava falida.

Novos equipamentos magnéticos











 


Darius Milhaud e Percy Grainger utilizaram a capacidade de gravação e reprodução em vinil para deformar sons gravados através da variação da velocidade de leitura. Hindemith interessou-se especialmente pela capacidade de reproduzir os sons dos instrumentos acústicos electronicamente, ideia que Varèse conseguiu contornar. Na década de 1930, os principais avanços foram nos sistemas de gravação. Depois de tentado um sistema de gravação óptica, revelou-se mais vantajosa a gravação em suporte magnético. O maior avanço ocorreu na Alemanha em 1935, com a invenção do magnetofone, que utilizava fitas plásticas impregnadas de partículas de ferro. A fita magnética não permitia no entanto a visualização por meio de gráficos do som, desvantagem que teve pouca importância. Até 1945, as principais linhas de desenvolvimento foram na concepção do som musical, no interesse pelos princípios da acústica, que permitiram o avanço no campo da música electrónica.

Década de 1980 a 2000: a música eletrônica para o grande público

  

 

 

 





   

Conectores MIDI em um aparelho eletrônico
  No final da década de 1970 e início da década de 1980 houve grande interesse na inovação em instrumentos de música eletrônica, amplamente pela substituição dos sintetizadores analógicos por versões digitais, além dos primeiros samplers. Na época os samplers eram, tal qual os primeiros sintetizadores, espaçosos e caros, mas em meados da década de 1980 foram desenvolvidos para tornarem-se mais disponíveis aos músicos.
  Similarmente aos samplers, a música eletrônica foi amplamente difundida a partir da década de 1980 através da popularização dos computadores pessoais. A partir de então era possível emular as funcionalidades de instrumentos musicais ou de sintetizadores através da criação, manipulação e apresentação virtual de som. Percebeu-se que diferentes equipamentos não conseguiam comunicar-se entre si devido à diferenças em suas tecnologias. Para solucionar o problema foi criado o MIDI, um protocolo de comunicação destinado a comunicação, controle e sincronização de informações de aúdio entre dispositivos como teclados, sintetizadores e processadores de som.
 Concebido em 1980, proposto para padronização em 1981 e introduzido de fato em agosto de 1983 (versão 1.0), o MIDI tornou-se um dos padrões mais notáveis da indústria da informática e atualmente é aceito na maioria dos equipamentos de aúdio e instrumentos musicais eletrônicos. O advento dessa tecnologia permitiu que um simples comando ativasse qualquer dispositivo do estúdio remotamente e em sincronia, respondendo de acordo com as condições predeterminadas pelo compositor.
















Electro e música industrial

 

  Os novos tipos de sons eletrônicos contribuíram para a formação da música industrial, começada por grupos como Throbbing Gristle em 1975, Wavestar e Cabaret Voltaire. Artistas como Nine Inch Nails em 1989, KMFDM e Severed Heads usaram as inovações da música concreta e aplicaram à música dance e rock. Durante esse tempo, artistas de dub como Tackhead gravaram composições com modelos da música industrial que pavimentaram o interesse a bandas como Meat Beat Manifesto e produtores de downtempo e trip hop como Kruder & Dorfmeister. Destaque especial para o surgimento do synth pop (a música pop tocada com o predomínio de sintetizadores) nessa época, que revelou Mega bandas de reconhecimento mundial e influência enorme dentro da música eletrônica como Alphaville, Depeche Mode, New Order, Information Society, A-Ha e logo depois, Pet Shop Boys e Erasure.
  Ainda durante o começo da década de 1980 desenvolveu-se em Detroit o electro, uma forma de hip hop misturada com o timbre dos sintetizadores analógicos (usando várias referências de Kraftwerk), baseado amplamente nas caixas de ritmos como o Roland TR-808. Ainda que seja mais associado com o hip hop e usado no breakdance da época, o electro é considerado uma forma de música eletrônica. O estilo foi resgatado nos anos 2000 com o electroclash mas decaiu pela grande influência de novos estilos de música eletrônica tais como o house.

  














  
Cultura da discoteca, uma das precursoras da música eletrônica dançante

Música eletrônica dançante 

  

 

 







   
  O estilo passou então de uma mera ferramenta para os músicos diversificarem e desenvolverem novos sons e timbres musicais apoiando-se em outros estilos musicais para ganhar uma cena própria. Com o sucesso da música disco, que atingiu seu auge entre 1977 e 1979 em parte devido ao filme de 1977 "Saturday Night Fever", a década de 1980 e décadas seguintes na música eletrônica foram marcadas pelo surgimento da música eletrônica dançante, levando ao desenvolvimento de novas ramificações como o techno, o house e o trance. A música eletrônica torna-se a partir de então, além de um estilo musical, um estilo de vida marcado pelas raves (eventos sociais de elevação de consciência baseados em música eletrônica) e pelos DJs (músicos que utilizam instrumentos musicais eletrônicos para executar composições).
  O desenvolvimento do techno em Detroit e house music em Chicago na década de 1980, além do acid house no Reino Unido no início da década de 1990 aceleraram o desenvolvimento e a aceitação da música eletrônica na indústria da música, introduzindo a música eletrônica dançante às casas noturnas. A composição eletrônica pode seriar ritmos mais rápidos e precisos que os criados pela percussão tradicional, além de oferecer a possibilidade de misturas e adição de outros elementos como instrumentos musicais tradicionais e vocais. O estilo desenvolveu-se de tamanha maneira a tornar-se comercialmente acessível que mesmo artistas pop chegaram a compor usando o estilo, como nos álbuns Believe da cantora Cher, Ray of Light da cantora Madonna e Fever da Cantora Kylie Minogue. Destaque para os álbuns Music for the Masses de Depeche Mode e Power, Corruption and Lies de New Order, que se tornaram álbuns chaves no desenvolvimento da música eletrônica em geral.












Rave em  São Paulo.

Raves
  Um elemento importante para o desenvolvimento da música eletrônica dançante foi o desenvolvimento das raves. Tais festas de música eletrônica começaram como uma reação às tendências da música popular, a cultura de casas noturnas e o rádio comercial. Seu objetivo primordial era a interação entre pessoas e elevação da consciência (uma fuga da realidade) através de diversas formas de arte. A música eletrônica teve papel fundamental em tais festas na medida em que proporciona através das batidas repetitivas e progressivas um efeito hipnótico nos participantes, potencializado pela utilização de entorpecentes. A partir do desenvolvimento do estilo eletrônico na década de 1980 foram promovidos eventos em regiões rurais destinados a reunião de pessoas, dança e utilização de ecstasy. De forma análoga, o movimento hippie da década de 1960 pregava a reunião das pessoas e a utilização de drogas (especialmente o LSD) como forma de elevação de consciência. Mesmo com a reação negativa da mídia em relação a tal cultura o estilo foi se desenvolvendo, resultando em um estilo de vida para os participantes. Outros gêneros musicais presentes em raves incluem o drum and bass e a música ambiente. A partir do final da década de 1990 o termo caiu em desuso pelos seus participantes na Europa devido à massificação e desvirtualização do uso.
   O acid house foi um estilo derivado da house music levado para o Reino Unido no final da década de 1980 para tornar-se parte integrante da cultura local de raves. Foi amplamente dependente do sintetizador e sequenciador Roland TB-303, o que tornava seu som bastante característico. O acid foi uma das maiores influências para a criação do drum and bass (originalmente conhecido como jungle até por volta de 1995), um estilo de música eletrônica dançante caracterizado pela batida rápida e pesada ("seca") da bateria, com a presença marcante do baixo. Um dos maiores divulgadores do estilo foi o DJ britânico Goldie. Outro DJ relevante ao drum and bass é o brasileiro Marky, um ícone da música eletrônica no país. Sendo considerado um renovador do estilo no final da década de 1990, Marky também é reconhecido no Reino Unido, terra natal do jungle.
Trance
  Outra vertente da música eletrônica dançante é o trance. Apesar de suas origens datarem desde a década de 1970 com artistas como Klaus Schulze, foi a partir de artistas de acid house que acabou ganhando uma cena própria, com a cena techno da Alemanha no início da década de 1990; Frankfurt é geralmente referenciada como o berço do estilo. No mesmo período desenvolvia-se em Goa, Índia, outro movimento da cena eletrônica baseado no EBM, o Goa trance, influenciado pela cultura da Índia e pela música psicadélica da década de 1960. O gênero foi migrado para a Europa em Londres, desenvolvendo-se de forma a ramificar-se no que atualmente chama-se EuroTrance. A partir da década de 1990, o desenvolvimento para um trance melódico e comercial possui como expoentes compositores como Paul Oakenfold, Paul van Dyk e Tiesto. Tais artistas foram tornando-se cada vez mais aceitos comercialmente, o que originou o EuroTrance. No Brasil alguns DJ´s tentam difundir o Trance em algumas regiões, como por exemplo o DJ Marcos Baldo em Ribeirão Preto/SP.